Estado da arte da leitura no Brasil: 2010 a 2015

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Universidade Federal de Goiás

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Esta dissertação de mestrado está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação, da Unidade Acadêmica Especial de Educação da Universidade Federal de Goiás – Regional Catalão, na linha de pesquisa “Leitura, Educação e Ensino de Língua Materna e Ciências da Natureza”. A pesquisa apresentou como objetivo principal investigar os fundamentos teórico-metodológicos mais utilizados nas pesquisas com o tema leitura, em produções de mestrado e doutorado, vinculadas aos programas de pós-graduação em Educação no país; nos trabalhos apresentados no GT 10: Alfabetização, Leitura e Escrita, da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd); e em artigos publicados na Revista Brasileira de Educação (RBE), periódico da ANPEd, no período de 2010 a 2015. Para a realização deste estudo, optou-se pela metodologia da pesquisa bibliográfica do tipo “Estado da Arte”, com abordagem qualitativa. Como referenciais teóricos, foram adotados principalmente os estudos de: Zilberman (1998, 2000, 2004, 2008), Abreu (2001), Manguel (2002), Kleiman (2002), Silva (1995, 1998, 2005, 2009), Soares (1995, 1998, 2000, 2004, 2008), Street (2014), Freire (1987), Britto (1999, 2002), Orlandi (1995), Gatti (2010), Chartier (1999, 2011), Solé (2008), Koch e Elias (2009), Petit (2009, 2013), Geraldi (2012), Lüdke e André (2013, 2015), Certeau (2014), Guedin e Franco (2011), Severino (2007) e Triviños (1987). A busca na Biblioteca Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) resultou em um total de 438 produções sobre leitura, sendo 317 dissertações mestrado e 121 teses de doutorado. Desses trabalhos, 170 dissertações e 57 teses na área da Educação constituíram foco desta pesquisa, bem como 106 produções do GT 10 da ANPEd e 11 artigos publicados na RBE. Desse modo, foi realizado o mapeamento dessas 344 produções com o tema leitura, produzidas na área da Educação, de 2010 a 2015. Os resultados apontaram que, para reflexões e discussões sobre leitura, as principais fundamentações teóricas se embasaram na perspectiva sociointeracionista de aprendizagem e abordagem histórico-cultural, da psicologia do desenvolvimento cognitivo de Vygotsky (1998, 2001, 2004). As pesquisas também se sustentaram na teoria enunciativa da linguagem, de Bakhtin (1988, 1998), que entende a linguagem como processo de construção social e interação dialógica. Ademais, houve discussões apoiadas na perspectiva social do letramento, entendendo diferentes contextos como essenciais para a formação leitora do sujeito. Já as produções com foco no professor evidenciaram discussões sobre formação e práticas docentes, com fundamento em Nóvoa (2010), Freire (1988), Gatti (2011), Libâneo (2015) e Imbernón (2000, 2004). Por fim, notou-se a prevalência dos seguintes tipos de pesquisa nas produções investigadas: de campo, estudos de caso, pesquisas-ação, documentais e bibliográficas, com abordagem qualitativa. E os instrumentos de investigação mais utilizados foram: observações participantes, entrevistas semi-estruturadas, questionários abertos, diários de campo, oficinas pedagógicas, intervenções propositivas, e análises: documental e de conteúdo.

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OLIVEIRA, G. S. Estado da arte da leitura no Brasil: 2010 a 2015. 2017. 169 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2017.

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