Percepção da saúde e segurança do trabalho em uma instituição hospitalar
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Universidade Federal de Goiás
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Os profissionais de saúde são um grupo de colaboradores muito afetado quanto a sua saúde e segurança pelos aspectos relacionados com a organização e as características da sua atividade trabalhista. Partindo desse princípio, o presente estudo teve por objetivos conhecer a produção teórica sobre saúde e segurança do trabalhador e condições de trabalho no ambiente hospitalar; e identificar a percepção de trabalhadores de um hospital no sudeste goiano, acerca da cultura de saúde e segurança do trabalho. Foi realizada uma revisão integrativa a fim de atender o primeiro objetivo da pesquisa. Com a finalidade de responder à pergunta norteadora “As condições de trabalho dos colaboradores de hospitais interferem na percepção de sua saúde e segurança?”, dentre as 530 obras (artigos, teses e outros) foram selecionados 12 artigos. Para o segundo objetivo foi realizado uma pesquisa aplicada, de cunho observacional, quantitativo, transversal e descritivo, em um hospital de médio porte, do sudeste goiano. Utilizou-se para a coleta dos dados o instrumento Inventário de Clima Organizacional de Segurança. A coleta ocorreu no primeiro semestre de 2016. Teve-se como resultados, para a primeira etapa, que as condições de trabalho são responsáveis pelo desgaste dos profissionais. A realidade encontrada nos estudos quanto a condição de trabalho precária, traz repercussões negativas a saúde e segurança do trabalhador, proporcionando adoecimento físico e mental. Permitindo ao trabalhador e às instituições de saúde identificar os problemas e propor mudanças no processo de trabalho, influenciando, assim, na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Em relação ao olhar dos trabalhadores, os resultados apontaram para percepções dialéticas, alguns estudos encontraram que as condições de trabalho desfavoráveis, frequentemente, se tornam rotinas e não são percebidas pelos trabalhadores, inclusive gestores. E outros encontraram que os trabalhadores percebem essas condições, no tocante as consequências em sua saúde. Nos resultados da segunda etapa da pesquisa, participaram 118 colaboradores, com média de vínculo com o hospital de 2,93 anos. Predominantemente do gênero feminino e com idade média de 35 anos. Foi identificado média geral de 2,92 horas de treinamento de segurança. Com relação as dimensões do ICOS, a equipe de enfermagem apresentou um escore satisfatório nos itens Clima de Segurança, Segurança como valor organizacional e Envolvimento Pessoal com Segurança, enquanto que, nessas mesmas dimensões, a equipe de apoio se caracterizou como indiferente. Na dimensão Práticas Organizacionais a Equipe de Enfermagem mostrou-se indiferente enquanto que a Equipe de Apoio se apresentou insatisfeito. Evidenciou-se, portanto, diferença de envolvimento entre as equipes na percepção da cultura de saúde e segurança no trabalho.
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VASCONCELOS, Débora Prado. Percepção da saúde e segurança do trabalho em uma instituição hospitalar. 2017. 117 f. Dissertação (Mestrado em Gestão Organizacional) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2017.
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