Creas e escola de ensino fundamental: identidade e expressões de gênero como direito da criança no ambiente escolar
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Universidade Federal de Goiás
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Este estudo situa-se no campo das práticas educativas, na linha de pesquisa Formação de Professores, Práticas Educativas e Inclusão, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Goiás – Regional Catalão (PPGEDUC/RC/UFG). As práticas educativas devem ser pensadas de maneira em que beneficie a criança conforme o contexto social em que vive numa perspectiva transversal, que perpassa pela educação, saúde, serviço social entre outras políticas que atenda cidadãos em sua integralidade, universalidade e singularidade. O trabalho do Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, visa atender, defender e propor políticas que intervenham nas vulnerabilidades sociais, priorizando as possíveis exposições de crianças em risco social. Assim como a Escola o CREAS está inserido na rede de proteção à criança e ao adolescente, atendendo toda essa demanda específica, dessa forma, nos vale
questionar: segundo a compreensão dos profissionais do CREAS, o que a escola elege como problema de gênero quando recorre aos seus serviços? O objetivo central desta pesquisa é analisar a compreensão e a atuação dos profissionais do CREAS frente ao que a escola elege como problema de gênero. A entrevista semiestruturada foi o instrumento de pesquisa utilizado, assim como, os círculos da igualdade e a pirâmide das relações sociais e de poder que elaboramos como dispositivo de pesquisa, pensados na filosofia africana que preza pelo princípio da circularidade, onde há igualdade entre todos e respeito mútuo e no círculo encantado de Gayle Rubin, que coloca conforme representa na sociedade, tudo que é considerado puro e moral no interior do círculo referente às relações sexuais e afetivas, e fora dele tudo que é considerado imoral. Para identificar as pessoas entrevistadas foram usados nomes fictícios de escritoras de obras literárias que trazem sobre a temática de gênero e sexualidade direcionada para o público infantil. Foi possível perceber
através dessa pesquisa que, os profissionais da escola ainda encontram dificuldades de lidar com questões de gênero na infância. Se a criança expressa no ambiente escolar comportamento que possa ser interpretado como algo ligado a sua identidade, orientação sexual, expressão de gênero ou o simples fato de brincar com um brinquedo que na leitura social seja pertencente a outro gênero, pode se tornar um problema o qual a escola direciona o caso para a família, conselho tutelar e ou o CREAS. Assim também através da análise da Pirâmide das relações Sociais e de Poder, chegamos à conclusão de que as masculinidades hegemônicas e não hegemônicas são reconhecidas numa posição de superioridade social em relação a todas as representatividades do gênero feminino.
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SILVA, Lion Marcos Ferreira e. Creas e escola de ensino fundamental: identidade e expressões de gênero como direito da criança no ambiente escolar. 2019. 91 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2019.
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