Uso do solo e conversão vegetacional: a perda da biodiversidade em dois fragmentos de cerrado Stricto Sensu no município de Goiandira (GO)
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Universidade Federal de Goiás
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O Bioma Cerrado é caracterizado por sua paisagem heterogênea, a qual viabiliza significativos
mecanismos naturais e sociais que contribuem para a manutenção de importantes processos ecológicos. Todavia, este Bioma não é compreendido como Patrimônio Natural, tampouco
evidenciado pela biodiversidade que o constitui. Como consequência, tornou-se território para
o berço agrícola fomentado por políticas públicas do Governo Federal, a partir da década de
1930. Desde então, a exploração não sustentável vem se expandindo, o que ocasionou
diversos impactos ambientais. O diagnóstico realizado durante esta pesquisa reitera que as
principais atividades socioeconômicas desenvolvidas no município de Goiandira (GO) se
enquadram exatamente nas perspectivas sobreditas. A construção de suas bases econômicas
está intimamente relacionada à conversão da vegetação nativa por cultivares. Além disso, no
estudo do uso e ocupação do solo do município, observou-se que as classes de pastagens
cultivadas, o plantio de lavouras e as áreas com implantação de pivôs centrais, juntas, somam
38,04%, enquanto a vegetação nativa se encontra conservada, basicamente, nas áreas de
preservação permanente, com baixa ocorrência em áreas de solos propícios ao cultivo. Estas
informações subsidiaram e orientaram a pesquisa de campo, composta pelo levantamento
florístico e fitossociológico de duas áreas de Cerrado Stricto Sensu, que apresentaram, em
conjunto, a riqueza florística de 1.366 indivíduos, distribuídos em 48 espécies e 25 famílias
botânicas, em 2ha. O índice de Shannon (H’) encontrado para essa pesquisa (3,15) foi inferior
à média apresentada em outros estudos em áreas de Cerrado Stricto Sensu do Brasil Central.
A baixa similaridade entre as áreas de estudo (0,39%) aponta para as divergências tanto do
ponto de vista da composição de espécies quanto dos padrões de abundância de suas
populações, resultantes do manejo antrópico na área B. Dessa forma, salienta-se que as
atividades agrícolas exercem uma das maiores pressões ambientais, em função do uso
inadequado de recursos naturais que promove intensa degradação ambiental a partir da
destruição de habitat e de espécies potencialmente úteis. Diante de todo esse contexto de
extinção da diversidade genética, provocada por atividades antrópicas que impulsionam o
decréscimo da biodiversidade e o insucesso das potencialidades naturais, torna-se necessário
compreender a estrutura e o funcionamento das comunidades vegetais, bem como subsidiar,
elaborar e executar mecanismos que viabilizem e conciliem a conservação da paisagem com o
desenvolvimento econômico.
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TRISTÃO, M. C. Uso do solo e conversão vegetacional: a perda da biodiversidade em dois fragmentos de cerrado Stricto Sensu no município de Goiandira (GO). 2017. 187 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2017.
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