Políticas de educação especial e inclusão escolar: as salas de recursos multifuncionais em Goiás
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Universidade Federal de Goiás
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O cenário das políticas de Educação Especial e inclusão escolar: as Salas de Recursos
Multifuncionais em Goiás nos levou a problematizar o processo de implementação das políticas
de Educação Especial na microrregião sudeste do estado. Desse modo, nosso objetivo geral foi
analisar as políticas do Governo de Goiás, nas falas das professoras das SRM no acervo do
Observatório Goiano de Educação Especial de 2011 a 2012. Para tanto, buscamos o acervo do
OGEESP, que teve como objetivo, a coleta e a sistematização das informações municipais que
subsidiassem as políticas de inclusão escolar, identificando demandas para a formação de
professores.Projeto vinculado ao ONEESP, cujo objetivo, no contexto externo, foi criar uma rede
nacional de pesquisadores para produção de estudos com o intuito de avançar o conhecimento
na área de Educação Especial no país. Diante disso, objetivou-se especificamente, contextualizar
os processos históricos sociais, político-econômicos empreendidos nas políticas reformistas da
Educação Básica que implementaram a Educação Especial na perspectiva da Educação
inclusiva. A metodologia utilizada foi a qualitativa, associada as técnicas e métodos da análise de
conteúdo. Utilizamos como suporte para levantamento de categorias o Atlas.Ti 7.5.12.Os sujeitos
da pesquisa foram as falas de 21 professoras das SRM no ano de 2011 e 13 em 2012, que
participaram dos 8 encontros realizados pelo NEPPEin/UFG/Catalão. Assim, analisamos duas
grandes categorias, a saber: formação do professor para o AEE e sistema de avaliação. Os
resultados apontaram que não houve políticas pensadas para as SRM em Goiás, nos últimos 17
anos, que nos primeiros anos do século XXI, foi lançado o Programa de Educação Especial para
a Diversidade na Perspectiva Inclusiva (2002-2004), como projeto de tendência homogeneizadora de atendimentos as especificidades de alunos PAEE. Os cursos ofertados de
formação de professores para o AEE na escola inclusiva, foram mediados por políticas de
multiplicadores com transferência de metodologias e recursos. Com o encerramento do PEEDI,
como projeto, os cursos de formação continuada tornaram cada vez mais escassos. Foi
levantado que as dificuldades enfrentadas pelas professoras iam desde a falta de espaço para
atendimento a insegurança por falta de formação. O que demonstrou que pode ser desastroso
preparar professores para o AEE focalizando apenas a reflexão com os pares ou em cursos
aligeirados. Na categoria avaliação, as evidências apontaram que o diagnóstico clínico tem sido
requisito para o atendimento na SRM, podendo ser o mesmo entregue pela família ou
encaminhado pela escola. Os depoimentos apontaram, que o laudo clínico define o acesso e
quem é o aluno PAEE. Nesse sentido, pode estar funcionando como ferramenta de mão dupla
que justifica o acesso ou a exclusão na SRM. No plano pedagógico o laudo representa o
instrumento que define os recursos utilizados no planejamento do Plano de AEE e do PEI.
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SOUZA, Elizangela Vilela de Almeida. Políticas de educação especial e inclusão escolar: as salas de recursos multifuncionais em Goiás. 2017. 148 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2017.
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