As produções imagéticas dos livros didáticos de História e a construção do conhecimento discente
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Universidade Federal de Goiás
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Quando nos referimos à produção de imagens contidas nos livros didáticos de História, logo nos deparamos com as dificuldades que os discentes sentem em interpretar, assimilar e se orientar pelas imagens que ali estão apresentadas. Fato este percebido nos trabalhos realizados com os discentes em sala de aula. Até que ponto as diferentes materialidades imagéticas veiculadas no livro didático são apropriadas, integram ou ajudam na construção do ensino/aprendizagem na área de História, tornando mais acessível o desenvolvimento do saber? Objetiva-se nesta pesquisa, investigar e discutir como as apresentações imagéticas são significativas e passíveis de interpretação pelo discente. Com relação à produção de livros didáticos, docentes e discentes esbarram nas dificuldades de se deparar com um material que não prioriza seu espaço social, que universaliza conteúdos, textos complementares, imagens, documentos e visões de mundo; um material ao qual não tiveram acesso no seu processo de construção e que não atende a todos os alunos igualmente; um material didático mais voltado para a indústria editorial do que preocupado com a formação de cidadania e humanização do ensino. Metodologicamente, procuro pensar e discutir a produção a e distribuição do livro didático, atentando para as mazelas que envolvem sua confecção e sua própria construção, que é política. Também, procuro discutir ainda o papel deste objeto cultural, tão necessário a docentes e discentes, seja em suas intenções políticas como em suas representações e também pensar as diferentes materialidades imagéticas veiculadas no livro didático que podem ajudar na construção do ensino aprendizagem na área de História, tornando assim mais acessível o desenvolvimento do saber, procurando fazer uma análise reflexiva e crítica de situações de vivências (imagens cotidianas) e de ensino-aprendizagem, a partir do conhecimento histórico. Para isso, busco apoio em diferentes autores que abordam o papel do livro didático, para além de ser apenas um material de apoio pedagógico, mas ainda como um instrumento que veicula valores culturais, políticos, econômicos; em autores que discutem a História e as representações sociais; a semiótica, como abordagem para análise de imagens; e ainda, de autores que discutem a Cultura Visual, através do estudo das visualidades, como suportes, para entender como nossos alunos buscam e percebem as imagens à sua volta e na sala de aula. Todos esses estudos levam a perceber que para além da imagem existe uma infinidade de informações que muitas vezes não estão presentes na cena de uma imagem, mas constam como signos, representações de mundo, significações sociais e representam um determinado período e estão representadas no tempo e no espaço historiográfico ao qual se esta analisando. Esta percepção perpassa a função apenas de observar a imagem; envolve estudo, discussões e nos tira a passividade da contemplação e nos coloca com uma postura mais dinâmica, crítica frente à obra de arte em estudo, seja ela pintura, caricatura, desenho ou charge.
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SALES, M. H. B. M. As produções imagéticas dos livros didáticos de História e a construção do conhecimento discente. 2016. 112 f. Dissertação (Mestrado Profissional em História) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2016.
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