Trajetórias de professoras negras em Ituiutaba: de normalistas a professoras do ensino fundamental (1965 -1971)

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Universidade Federal de Goiás

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Esta pesquisa se vincula à linha História e Culturas Educacionais do Programa de Pósgraduação em Educação da Universidade Federal de Goiás/ Regional Catalão e teve por objetivo compreender as trajetórias de formação de cinco professoras negras do interior de Minas Gerais, Ituiutaba, no Curso Normal, no período de 1965/1971. A seleção das depoentes obedeceu aos seguintes critérios: nascimento na década de quarenta e cinquenta, atuação nos anos iniciais do Ensino Fundamental e pertença à população negra. Suas histórias de vida foram coletadas no sentido de entender como o magistério se transformou num espaço de ascensão social para essas mulheres negras, oriundas de camadas sociais subalternas. A história oral foi utilizada como estratégia para as professoras negras se expressarem, por conseguinte, trazer cor ao cenário da história da educação mineira. O estudo empreendido se constituiu por meio de um conjunto de procedimentos metodológicos, como: pesquisa bibliográfica, análise de fontes documentais escritas, de caráter oficial e pessoal, e produção de fontes orais, com base nas narrativas das entrevistadas, conforme teóricos como: Portelli (1997), Alberti (1989), e outros. Várias indagações e inquietações nortearam meu olhar, quais sejam: se elas percebiam distinção, ao longo da formação no Curso Normal, em função das relações de gênero e pertença à população negra? Como chegaram ao Curso Normal em instituições particulares? Como era a participação nas festividades da escola? Como se deu o ingresso no magistério/mercado de trabalho? Para a construção da história dessas mulheres negras em sua trajetória discente e docente, foi de fundamental importância discussões dos conceitos de raça, racismo, etnia e gênero, extraídos de Nascimento (1979), Fernandes (1979), Munanga (1994), Hasenbalg (1979), Scott (1995), Hirata (2014), Gomes (1995), entre outros. Ancorando nesses autores discutiu-se como se estabeleceu, na sociedade brasileira, o preconceito racial e de gênero, situando as entrevistadas em seu contexto de formação e atuação docente, de modo a analisar os desafios e enfrentamentos que viveram no processo de escolarização e profissionalização.

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BATISTA, E. R. Trajetórias de professoras negras em Ituiutaba: de normalistas a professoras do ensino fundamental (1965 -1971). 2016. 102 f. Dissertação ( Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2016.

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