“Nem lá, nem cá”: experiências migratórias na juventude e os desafios do retorno
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Universidade Federal de Goiás
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Esta dissertação objetivou analisar a experiência migratória e os desafios do retorno à sociedade brasileira e ao sistema escolar de três migrantes brasileiros que viveram na Irlanda do Norte e no Reino Unido. Os participantes são retornados que experienciaram a migração internacional durante a juventude e retornaram ao Brasil entre os anos de 2012 - 2015, com suporte da Organização Não Governamental (ONG) - Projeto Resgate Brasil e seus parceiros. A análise tomou como referência os conceitos de juventude, experiência e terceira cultura, e está ancorada em: Benjamin (1993), Larossa (2000), Bondìa (2002), Sayad (2000), Dayrel (2003), Augusto (2005), Laraia (2006), Melucci (2007), Valente (2008), Siqueira (2009), Achotegui (2009), Fazito (2010), Alves (2013) Brandes (2014), Pollock, Reken e Pollock (2017). A metodologia utilizada neste estudo foi pautada na abordagem qualitativa, a partir de consulta inicial aos documentos da ONG - Projeto Resgate Brasil e seus parceiros, com a finalidade de identificar os sujeitos da pesquisa e os programas a eles oferecidos; entrevistas semiestruturadas realizadas por meio de vídeo chamadas e gravadas em áudio; seguidas de análise de conteúdo. Para isso, utilizou-se como referência Bardin (1977), Lüdke e André (1986), Goldenberg (1997), Duarte (2004) e Franco (2008). Com base nas entrevistas realizadas e no aporte teórico, a investigação conclui que, para os jovens participantes do estudo, o retorno foi complexo e mais difícil do que a emigração, no entanto, esta experiência foi fundamental para a construção das identidades desses sujeitos. Diante das dificuldades do retorno, eles lançaram mão de estratégias de adaptação e utilizaram como ferramenta os aspectos da terceira cultura, em especial a superação da crise de pertença e do viver entre culturas. No retorno ao contexto escolar, enfrentaram um ambiente de reconfiguração do ser, de pertencer e de realização de projetos de vida, embora evidenciassem que as instituições de ensino para as quais retornaram desconheciam completamente seus históricos migratórios e os potenciais dessas experiências. Por fim, apesar de se mostrarem adaptados, sinalizaram com a possibilidade (ou o desejo) de reemigrar.
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MARTINS, N. C. “Nem lá, nem cá”: experiências migratórias na juventude e os desafios do retorno. 2019. 150 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2019.
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