Inclusão escolar, empoderamento familiar e o direito à educação
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Universidade Federal de Goiás
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Este estudo teve como objetivo norteador analisar as concepções de direitos e
inclusão escolar das famílias de alunos com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades e/ou superdotação, e como estas interferem na
tomada de decisões e no empoderamento acerca da vida escolar de seus filhos. A
família deve ser compreendida como um grupo social inserido num contexto maior, de
modo que as representações sociais acerca de deficiência presentes na sociedade
influenciam diretamente as concepções que este grupo construirá a respeito da
mesma. Apesar dos avanços percebidos nas últimas décadas, principalmente no que
diz respeito à criação de novas políticas públicas para a inclusão de pessoas com
deficiência, ainda sentimos a herança da concepção advinda do modelo médico que,
durante séculos, desenhou as atitudes sociais para com aqueles considerados vítimas
de uma tragédia pessoal que os impossibilita de serem inseridos plenamente em
sociedade. Nesse sentido, ressaltamos a importância do empoderamento de pais e a
contribuição deste processo para a desconstrução, pela família, da ideia de deficiência
como um ciclo permanente e imutável de impossibilidades. Esta pesquisa, de natureza
qualitativa, pautou-se na perspectiva sociointeracionista de homem e os dados foram
analisados à luz do Modelo Social da Deficiência. A partir do método da pesquisaação,
a produção de dados se deu por meio da realização do grupo focal de
pais/familiares de alunos com deficiência. Os encontros foram transcritos na íntegra e
os dados categorizados em quatro eixos temáticos: auto-percepção como família de
uma pessoa com deficiência; inclusão escolar e papel da educação: autonomia,
escolarização e trabalho; direitos da pessoa com deficiência na voz de seus pais;
perspectivas levantadas a partir das reuniões: construção de estratégias de
empoderamento? Em linhas gerais, os resultados apontaram que os pais ainda
apresentam uma concepção de deficiência e de inclusão escolar pautada no modelo
médico-patológico. Tal visão também influencia as concepções de direitos
apresentadas, de modo que os familiares se referiram à efetivação dos direitos do filho
quase exclusivamente para se dirigir a questões relacionadas à oferta dos serviços de
saúde. A escola regular ainda é vista como um local que tem como principal
contribuição para o filho com deficiência a oportunidade de socialização com alunos
sem deficiência. A escola especial é entendida como uma instituição melhor
preparada para atender seus filhos com deficiência, o que se justifica devido às
experiências negativas vivenciadas pela família na escola comum. A falta de
preparação dos profissionais da escola regular para lidarem com a condição do filho
foi a queixa mais comum. O desempoderamento ainda é uma realidade vivenciada
pelo grupo, o que nos permite afirmar a importância de novas pesquisas que
contribuam com o processo de empoderamento e o consequente rompimento deste
ciclo.
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Citation
ARIOZA, C. S. Inclusão escolar, empoderamento familiar e o direito à educação. 2017. 200 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2017.
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