A juventude está na base? uma análise da BNCC para o ensino médio
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Universidade Federal de Catalão
Abstract
Neste estudo nos debruçamos sobre a temática juventude e escola a partir de uma análise da BNCC para o Ensino Médio, documento normativo que define os caminhos para as aprendizagens dos estudantes ao longo da sua jornada educacional. A pesquisa teve como objetivo analisar a BNCC sob um olhar para a juventude, buscando responder a seguinte questão: como a BNCC percebe a juventude e a condição juvenil no processo de escolarização? Para atingir os objetivos estabelecidos, utilizou-se a abordagem de natureza qualitativa, tendo como estratégia a combinação das pesquisas bibliográfica/documental. A dissertação está estruturada em 3 capítulos. No capítulo 1 é apresentada uma discussão teórica sobre a juventude nos discursos educacionais e a relação da juventude com a escola e os sentidos da escola para os jovens do ensino médio. No capítulo 2, o assunto a ser tratado é o Ensino Médio, construindo um percurso histórico e legal desse nível de ensino, destacando os marcos legais, as mudanças e transformações da educação desde a CF/88 até os dias atuais. No capítulo 3, busca-se analisar a BNCC com um olhar para a juventude, visando apreender o lugar desse público no documento, assim como compreender a importância dada à juventude e suas demandas. A BNCC é um documento que foi criado com a intenção de mudar, organizar e orientar as escolas na formação de seus currículos e nas escolhas de ações e estratégias para a educação dos jovens, evidenciando as competências gerais para a Educação Básica brasileira, o que justifica que seja analisada na busca por compreender como tais questões são tratadas no documento e como a juventude é considerada. Assim sendo, constatou-se que a BNCC demonstra ser um documento unilateral que pode ser um silenciador de identidades, visto que não assume que as juventudes podem ser múltiplas e que vivem em coletividades distintas inseridas em uma sociedade marcada por desigualdades. A análise do documento evidenciou que as competências gerais para a educação brasileira destinada às juventudes não consideram aspectos significativos das subjetividades juvenis.