Escolarização de alunos com deficiência intelectual: a construção de conhecimento e o letramento
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Universidade Federal de Goiás
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No Estado de Goiás, desde década de 1990, as escolas do ensino regular, que compõem a sua rede estadual de ensino, desenvolvem práticas pedagógicas contemplando a educação especial em uma perspectiva inclusiva. O acesso e a permanência do aluno com deficiência intelectual são efetivados por meio da matrícula em salas de aula comum e da oferta de serviços de apoio à inclusão escolar. Neste sentido, levantou-se a seguinte problemática: como ocorre a construção de conhecimentos e o letramento de alunos com deficiência intelectual, matriculados em salas de aulas comuns e em salas de atendimento educacional especializado? Mediante este problema teve-se como o objetivo desta pesquisa analisar a construção de conhecimento e o letramento de estudantes com deficiência intelectual matriculados em salas comuns de escolas regulares do Ensino Fundamental I. As discussões foram fundamentadas teórica e metodologicamente na epistemologia histórico-cultural de Vygotski, com ênfase na coletânea intitulada Fundamentos da Defectologia para compreender o processo de desenvolvimento da pessoa com deficiência. O universo pesquisado foram duas escolas estaduais, no município de Ipameri - Goiás. Participaram 14 alunos com deficiência intelectual matriculados em salas de aula comum que frequentavam também a sala de recursos multifuncional e 12 professores que atuavam com esses alunos nesses espaços. Os dados foram coletados por meio de observação participativa, entrevista com grupo focal e análise documental. Interpretados a partir de unidades significativas de sentidos que apontaram que as práticas vivenciadas no cotidiano da dessas escolas são perpassadas pela dicotomia entre a educação comum e a educação especial e por discursos que evidenciaram: a segregação do aluno com deficiência intelectual; os aspectos de aprendizagem centrados em processos de socialização; uma avaliação desvinculada da prática pedagógica cotidiana; desconsideração acerca dos indícios que apontam para a aprendizagem de conteúdo escolares destes alunos e uma indefinição sobre a quem cabe a responsabilidade de ensinar os estudantes com deficiência. Estas considerações foram agrupadas em três categorias gerais: Organização do Trabalho Pedagógico: Ensino Comum e Educação Especial; Práticas de Ensino: construção de conhecimento e participação em eventos de letramento; Avaliação: instrumento de acompanhamento do processo de aprendizagem ou de legitimação da aprovação automática do aluno com deficiência. Os resultados mostraram a necessidade de reflexão sobre: as práticas pedagógicas inclusivas baseadas na bidocência para a construção de caminhos reais que leve à escolarização; uma ampliação na formação dos professores que possibilite a construção de uma nova consciência sobre as possibilidades de aprendizagem do aluno com deficiência intelectual e a construção e de um processo avaliativo processual e continuo capaz de fomentar as decisões acerca de processos educativos a partir do contexto da sala de aula comum, em um diálogo entre educação especial e educação comum.
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ALMEIDA, Rosiney Vaz de Melo. Escolarização de alunos com deficiência intelectual: a construção de conhecimento e o letramento. 2016. 240 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2016
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