A medicalização do fracasso escolar nos anos iniciais do ensino fundamental
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Universidade Federal de Goiás
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O presente trabalho de pesquisa preocupa-se com o processo de medicalização da Educação,
mais precisamente da medicalização do fracasso escolar e como este tem sido considerado no
ambiente educacional. Com o estudo objetivamos compreender as concepções das
professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental acerca do processo de medicalização do
fracasso escolar à luz da Teoria Histórico-Cultural. O espaço da pesquisa foi uma instituição
localizada em uma cidade do sudeste goiano que atende aos anos iniciais do Ensino
Fundamental. As participantes do estudo foram cinco professoras do primeiro, segundo e
terceiro anos da rede municipal pública de ensino, com as quais foi realizada entrevista
semiestruturada como instrumento de produção dos dados. Esclarecemos que a escolha pelo
referencial teórico adotado justifica-se por este tratar o desenvolvimento do indivíduo como
um processo contextualizado que considera uma série de aspectos com os quais o sujeito dialoga, ou melhor, ocupa-se do desenvolvimento humano relacionado aos aspectos histórico
e cultural. Inicialmente realizamos levantamento bibliográfico em bancos de dados digitais
como Capes, SciELO, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e Grupos de Trabalho da
ANPED Nacional acerca da temática pesquisada nos últimos onze anos (2005/2015), tendo em
vista a preocupação em perceber como tem sido abordada no cenário acadêmico nacional nos
últimos anos, e em seguida partimos para as incursões em campo. O estudo se divide em três
capítulos. Primeiramente, apresentamos a compreensão acerca dos processos de
desenvolvimento e aprendizagem como considerados pela Teoria Histórico-Cultural, para em
seguida tratarmos do processo de medicalização da Educação. Posteriormente, explicitamos o
percurso metodológico da pesquisa, as escolhas, bem como as discussões referentes às
informações produzidas. Finalizando, trazemos a análise do material produzido mediante as
seguintes categorias: “Concepções docentes: dilemas no trabalho escolar” e “O fracasso
escolar e seus diferentes desdobramentos: o que pensam as professoras”. Mais
especificamente, abordamos a concepção das professoras acerca da Medicalização do
Fracasso Escolar e a relação deste com o contexto no qual estão inseridas, bem como com o
processo de escolarização, procurando fazer uma análise junto à Teoria Histórico-Cultural e as
referências sobre o fracasso escolar além das conclusões do estudo. Percebemos que o
conhecimento das professoras a respeito da medicalização do fracasso escolar não se
apresenta de forma contextualizada e relacionada às discussões sistematizadas que
consideram e conceituam de forma reflexiva os problemas no processo de escolarização.
Reiteramos que a pesquisa empírica, nesse contexto, viabiliza à docente participante
estabelecer relações que até então não haviam sido despertadas, abrindo a possibilidade de
compreensão do contexto educacional e do processo de medicalização do fracasso escolar
propriamente dita de maneira lógica e unificada. Nesse sentido, trazemos as contribuições da
Teoria Histórico-Cultural para o entendimento e crítica do problema da medicalização da
Educação. Espera-se com a pesquisa contribuir para a ampliação do número de estudos e
discussões sobre a problemática na área da Educação, ressaltando a importância da
problematização de concepções sobre fracasso escolar e medicalização na formação inicial e
continuada de professores.
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Citation
ALVARENGA, Rejane Abadia de. A medicalização do fracasso escolar nos anos iniciais do ensino fundamental. 2017. 136 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2017.
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