Relações interpessoais, satisfação no trabalho e a vulnerabilidade ao estresse em uma organização de saúde

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Universidade Federal de Goiás

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Os ensinamentos que abordam os temas de relações interpessoais, satisfação no trabalho e a saúde do trabalhador evoluíram de uma concepção em que o trabalhador reage mecanicamente a fatores externos e internos, nutrido pelas relações que são construídas no meio de trabalho, influenciando na qualidade de vida. Foi objetivo geral analisar as relações interpessoais e a sua interação com a satisfação no trabalhado e vulnerabilidade ao estresse dentro de uma organização hospitalar. Estudo realizado com equipe multidisciplinar da área da saúde de um hospital público, estadual, de porte III. A coleta de dados foi realizada por meios dos questionários: sociodemográfico de saúde, classificação socioeconômica, Check-List of Interpessoal Transactions – II (CLOIT – II) , EVENT – Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho, S20/23 – Questionário de Satisfação no Trabalho. Para a análise dos dados, utilizaram-se análise descritiva simples, o Teste t de student, o Coeficiente de Correlação de Pearson e a correção por atenuação. Foram entrevistados 111 profissionais da área da saúde, incluindo enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos e assistentes social dos setores Unidade de Terapia Intensiva (CTI), Clínica Médica (CM) e Pronto Atendimento (PA), a maioria são técnicos de enfermagem (71,2%), seguido de enfermeiros (10,9%), (34,2%) estão locados no CTI, 29 (26,1%) na CM, 41 (36,9%) no PA, 2 (1,8) na CM e PA e 1 (0,9%) está no CTI, CM e PA. A idade média é de 37,38 anos. Quanto às análises das relações interpessoais, de modo geral, os resultados sugeriram que os profissionais do grupo PA e CM assumem padrões de comportamentos mais intensos, por outro lado, no grupo CTI os membros desta equipe são menos intensos em suas condutas. Os membros da CM, CTI e PA possuem tendência para a amigabilidade (Média = 7,38; 7,13; 7,90) respectivamente, enquanto que os observadores de cada grupo os percebem amigáveis (Média = 7,13) seguros (Média = 5,45) e dominantes (Média = 5,11). Comparando o perfil interpessoal dos três grupos, profissionais que trabalham no CTI tendem a serem mais frios afetivamente e inseguros nas suas relações, ao contrário do PA e CM, eles tendem a serem mais deferentes, exibicionistas e sociáveis. Correlacionando as posições interpessoais com os fatores do EVENT apresentou correlações positivas, estando mais vulneráveis ao estresse sob o ponto de vista do clima e funcionamento organizacional, pressão no trabalho e infra-estrutura e rotina. As correlações das posições interpessoais com os fatores do S20/23 apresentaram correlações negativa estando mais insatisfeitos sob o ponto de vista da satisfação com as relações hierárquicas, satisfação com o ambiente físico de trabalho e a satisfação intrínseca. Conclui-se que os resultados apontam para a necessidade de 10 aprofundamento sobre o que causa a satisfação ou insatisfação, estresse ou estar vulnerável a ele sob o ponto de vista das relações interpessoais de trabalhadores da área da saúde, bem como os componentes de trabalho que podem estar vinculados a estas questões e como os aspectos de qualidade de vida que podem ser melhorados neste tipo de população, considerando que trabalhadores mais satisfeitos desempenharão melhor suas atividades e responsabilidades terão menor risco de estarem expostos a algum agravo á saúde, como exemplo, o estresse.

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AMÂNCIO, Luiza Araújo. Relações interpessoais, satisfação no trabalho e a vulnerabilidade ao estresse em uma organização de saúde. 2014. 94 f. Dissertação (Mestrado em Gestão Organizacional) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2014.

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