Análise da cultura da segurança entre os profissionais da unidade de terapia intensiva adulto de uma instituição de ensino
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Universidade Federal de Goiás
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Nas últimas décadas, na medicina, a segurança do paciente despertou muita preocupação e alerta ao mundo, após evidências científicas de elevados índices de mortalidade relacionados a falhas durante a prestação de cuidados relacionados à saúde. O grau de complexidade relacionado ao cuidado na saúde, principalmente nos hospitais, exige uma gestão de saúde especializada e voltada para a qualidade e segurança do paciente. O objetivo deste estudo foi avaliar a cultura da segurança do paciente entre os profissionais da Unidade de Terapia intensiva adulto (UTI) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). A pesquisa foi realizada dentro de um modelo de estudo transversal prospectivo, de abordagem quantitativa, realizada entre os meses de junho e julho de 2016. A amostra foi composta por todos os profissionais que apresentavam contrato de trabalho permanente nessa unidade, das áreas: médicas, enfermagem, fisioterapia, nutrição, psicologia, gestores da unidade e auxiliares de secretaria. Nessa amostra foi aplicado o Questionário de Atitudes de Segurança (SAQ - Safety Attitudes Questionnaire), como instrumento na avaliação da cultura de segurança do paciente. A análise dos dados e testes estatísticos foi realizada no software SPSS (Statistical Package for Social Sciences for Windows) versão 21.0. A análise inferencial, foi feita pelos testes do qui-quadrado (χ²), teste t-Student e análise de variância (ANOVA). As análises adotaram nível de significância (α) de 5%. A força de associação entre variáveis foi avaliada pelo cálculo da razão de prevalência (RP) (IC 95%). De um total de 163 profissionais permanentes da UTI adulto do HC-UFU, 144 estavam ativos em suas funções no intervalo relativo à coleta e 138 questionários SAQ foram validados por estarem devidamente preenchidos, o que resulta em uma taxa de validação de 96,5%. A maioria dos participantes era do gênero feminino (76,1%) e apresentava tempo de experiência ≥ há 5 anos (63,0%). A análise dos resultados do SAQ observou uma média geral da cultura de segurança na UTI menor que 75 pontos (57,80 ± 23,39). Esse resultado foi detalhado na análise individualizada dos domínios e itens sem domínios com achados não fortalecidos, mas com pontuações maiores que 60 para Clima de Trabalho em equipe, Satisfação no Trabalho, Percepção de Estresse e Colaboração entre os membros da equipe, e outros abaixo de 50 para Percepção de Gerência do Hospital, Condição de Trabalho e Falhas de Comunicação. De forma geral, observou-se uma percepção não fortalecida entre os profissionais, quanto a cultura de segurança do paciente, sendo este dado esclarecido com a análise individualizada dos itens do SAQ, os quais demonstraram pontos muito enfraquecidos para atitudes de segurança na percepção da gerência, condições de trabalho e falhas de comunicação. Em conclusão, a UTI do HC-UFU apresenta-se em desarmonia e desequilíbrio pelas dificuldades de relacionamento entre os profissionais e os gestores, desfarorecendo as condições humanas de trabalho e a liberdade de comunicação entre os erros, com correções através de represálias e advertências.
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GOMIDES, Mabel. Análise da cultura da segurança entre os profissionais da unidade de terapia intensiva adulto de uma instituição de ensino. 2016.142 f . Dissertação (Mestrado Profissional em Gestão Organizacional) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2016.
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