Estimulação precoce, trabalho pedagógico e a criança com deficiência na creche

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Universidade Federal de Goiás

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A estimulação precoce é o primeiro programa educacional dirigido às crianças público alvo da educação especial, na faixa etária de zero a três anos. Na Educação Infantil a estimulação precoce pode ser usada como uma forma de promover o desenvolvimento integral da criança público alvo da educação especial, que devido as suas características particulares necessitam de maior estimulação. Diante disso, esta pesquisa parte da seguinte problemática: Como a estimulação precoce tem sido trabalhada pelo professor de Educação Infantil para a promoção da inclusão de crianças público alvo da educação especial na creche? A hipótese levantada neste estudo é de que a estimulação precoce ainda é desconhecida pelos professores da rede regular da Educação Infantil. O objetivo geral foi compreender como é realizado o processo de estimulação precoce na prática pedagógica dos professores de crianças Público Alvo da Educação Especial, na idade de 0 a 3 anos, nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIS), de Catalão – GO. Tomamos como referencial teórico a Psicologia Histórico-Cultural, pois vê a criança público alvo da educação especial com as mesmas possibilidades de desenvolvimento que a criança sem deficiência, só que irá desenvolvê-las de forma diferenciada, de forma mais lenta, por isso a necessidade do professor ser agente mediador desenvolvimento e aprendizagem. Participaram da pesquisa cinco professoras da rede municipal de Educação Infantil que possuíam em seus agrupamentos crianças público alvo da educação especial na faixa etária de zero a três anos. Os instrumentos metodológicos utilizados para desenvolver a pesquisa de campo foram a observação participante e a entrevista semiestruturada. E o exame dos dados coletados foi feito a partir da análise de conteúdo por meio da qual procuramos realizar um recorte dos dados, no sentido de identificar e destacar os aspectos em que a estimulação precoce se faz presente nas práticas pedagógicas do professor. Os resultados demonstram que o trabalho educativo desenvolvido na creche encontra-se muito voltado para a questão do cuidado, no entanto, essa visão assistencialista pode ser superada quando o cuidar passa a ser visto como uma forma de propiciar a todas as crianças um desenvolvimento de todas as suas capacidades cognitivas, físicas e sociais. Constatamos também que as professoras reconhecem a relevância da inclusão no desenvolvimento das crianças público alvo da educação especial, mas apontam várias dificuldades para que de fato esse processo se efetive como: falta de recursos humanos e materiais, pouco formação, isolamento no trabalho com a criança, pouca acessibilidade. Quanto à estimulação precoce verificamos que este programa educacional ainda é desconhecido pelas professoras da rede regular e que o trabalho realizado está pautado numa prática intuitiva. Evidenciamos que a inserção da criança com deficiência não trouxe mudanças significativas nas práticas pedagógicas das educadoras. Apontamos ainda a necessidade de um maior investimento na formação dos professores da Educação Infantil, principalmente no que se refere ao trabalho com a criança com deficiência. É preciso que a SME institua uma política de formação que realmente proporcione aos educadores conhecimentos teóricos e práticos que promovam o direito à aprendizagem de todas as crianças.

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BORGES, G. S. B. Estimulação precoce, trabalho pedagógico e a criança com deficiência na creche. 2016. 172 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2016.

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