5 X coletivos universitários: juntos não estamos sós

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Universidade Federal de Catalão

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Este trabalho parte de leitura, escrita e vivências de um jovem aventureiro em relação a presença e atuação dos Coletivos Universitários, admitindo-os como fenômenos recentes e pouco explorados no campo da pesquisa em educação, em que parto da seguinte questão: Quais compreensões sobre os Coletivos Universitários se estruturam nas e pelas narrativas de suas juventudes? Para realização de uma pesquisa de mestrado. É a partir dessa questão que se impõe como objetivo compreender os coletivos universitários pela perspectiva de suas juventudes. Assim, esboçada, a pesquisa se alinha a um conjunto de esforços conectados pela busca de elementos para compreensão dos fenômenos contemporâneos permitindo-me dizer que ela concorre para a História do Tempo Presente. Seu substrato teórico agrupa os estudos sociológicos sobre a pós-modernidade (cenário temporal), sobre as juventudes e de algum modo envereda ainda pelas reflexões sobre a Universidade, o que explica o diálogo com autores como Luiz A. Groppo (2000 e 2017), Michel Maffesoli (2003; 2005; 2010a; 2010b; 2011 e 2018), Juarez Dayrell (2003), /Alain Touraine (1994 e 2009), Anthony Giddens (1991), e Marialice Foracchi (2018). Por conseguinte, estas escolhas enfeixam as bases para um percurso metodológico zeloso da subjetividade, da linguagem e do cotidiano que encontra concretude na pesquisa qualitativa, de campo. As narrativas (produzidas a partir de grupos focais com jovens integrantes de cinco coletivos universitários, sendo um de cada região do país: a) o Coletivo LGBTQ+ UFJF-GV de Universidade no Sudeste, b) o Coletivo Todas Putax de Universidade no Centro Oeste; c) o Coletivo Agroecológico Lourenciano de Universidade no Sul, d) o Coletivo Estudantil Quilombola de Universidade no Norte; e) o Coletivo Negro Mocambo de Universidade nordestina, possibilitam compor um corpus denso e rico. Os resultados evidenciam a fluidez e a transição de hierarquia desses movimentos, mas avançam no sentido de pensar a juventude como alavancas para potencialização de uma outra Universidade, sujeitos e sociedade, já que não desconsideram os ganhos da experiência inclusive no sentido do desenvolvimento de habilidades valiosas ao mundo adulto, pós-universidade. O que espero é contribuir com o debate sobre os Coletivos Universitários e as juventudes pós-modernas.

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