Doenças sexualmente transmissíveis na população masculina: epidemiologia, indicadores sociodemográficos e gestão de serviços
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Universidade Federal de Goiás
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As deficiências de gestão e assistência na saúde pública são encontradas no Brasil e como parte dos esforços para melhorar a governança destaca-se a elaboração de protocolos para a organização de serviços. As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são consideradas um problema de saúde em todo o mundo e há uma carência de dados na população masculina. O presente trabalho objetivou implantar um ambulatório especializado, estimar a prevalência do diagnóstico sindrômico de DST e de sífilis, além de analisar os fatores de risco nos homens. Realizou-se um estudo de corte transversal nos anos de 2014 e 2015, e a amostra foi constituída por 216 indivíduos entrevistados durante a consulta médica, em ambulatório público construído para esse fim. A maioria dos homens atendidos tinha mais de 29 anos, completou o ensino médio ou fundamental, pertencia às classes sociais C ou D e relatou ter comportamento heterossexual. Apesar de a maioria também ter referido conhecimento prévio sobre transmissão de DST, apenas 11,8% confirmou ter usado preservativo e aproximadamente um terço dos homens não retornaram ao ambulatório após a consulta inicial. Aproximadamente 20% dos homens atendidos apresentaram síndrome verrucosa e 14% sorologia positiva para sífilis. Na análise bivariada, estado civil e idade constituíram variáveis preditoras para o diagnóstico sindrômico de DST. Após a análise multivariada, apenas o estado civil manteve-se estatisticamente significante como fator de risco para alguma síndrome infecciosa. Já para a presença de sífilis, o consumo de alguma droga ilícita nos últimos 12 meses constituiu variável preditora na análise bivariada e a realização de postectomia foi considerada fator independente de proteção na análise multivariada. Conclui-se que é alto o número de casos de diagnóstico sindrômico e de sifílis em homens atendidos no ambulatório especializado, sendo que o conhecimento sobre o tema não repercutiu em medidas de cuidado, como o uso do preservativo. Associado aos dados obtidos, a resistência masculina em procurar assistência médica reforça a necessidade de estratégias específicas e contínuas para prevenção, rastreamento, diagnóstico e tratamento precoce nesse grupo populacional.
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Citation
MACEDO, C. F. C. Doenças sexualmente transmissíveis na população masculina: epidemiologia, indicadores sociodemográficos e gestão de serviços. 2015. 117 f. Dissertação (Mestrado em Gestão Organizacional) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2015.
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