Os riscos na modernidade reflexiva: análise dos riscos ambientais no perímetro urbano de Catalão (GO)
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Universidade Federal de Goiás
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O risco ambiental ganha destaque no cenário global e em diversas ciências, após o crescente aumento nas inquietações ambientais, tal como, pela ascensão do espírito de insegurança e pelas incertezas na qualidade de vida no futuro. Tais aspectos transpareceram/transparecem a noção de que a sociedade vive numa incessante condição de vulnerabilidade, e que, cada vez mais, susceptível aos novos riscos oriundos da modernidade. Entretanto, por mais que se assemelhe, o termo risco se afasta dos conceitos de poluição, degradação, impactos ambientais ou depreciação de recursos naturais. Ou seja, o risco é a probabilidade ou possibilidade de um evento desastroso ocorrer, podendo causar perdas, destruição ou danos irreparáveis a vida humana e/ou aos bens materiais. Assim, os termos ameaças, perigo e desastres estão interligados, e por vezes, podendo ser confundidos ou até mesmo considerados como sinônimos de risco. Porém, o estudo de risco se destaca com a formulação da teoria da modernidade reflexiva, tendo sua pedra fundamental na concepção de que “a sociedade ameaça a si mesma”. Sendo os sociólogos Beck, Lash e Giddens (2011) e Brüseke (2001) os elaboradores/defensores desta teoria. A partir disso, definiu-se a principal proposta desta dissertação, analisar os riscos na modernidade, tendo a cidade de Catalão, localizada no extremo sudeste do estado de Goiás, como área de estudo para compreensão dos riscos ambientais, através da teoria da modernidade reflexiva. O método de abordagem utilizado, de forma predominante, foi o método dedutivo, porém mesclado com o método observacional. Já a metodologia baseou-se em três etapas: pesquisa bibliográfica sobre riscos e suas vertentes, bem como, modernidade reflexiva; pesquisa de campo para a identificação, caracterização e verificação dos riscos no recorte espacial, através de visitas técnicas em órgãos públicos e entidades privadas, ficha de observação, registros fotográficos e coletas de coordenadas geográficas; e por fim, levantamento cartográfico para produção do mapa síntese dos principais riscos ambientais da área estuda. A classificação do risco ambiental adotada é a o modelo apresentado por Egler (1996), sendo trabalhada apenas os riscos naturais e tecnológicos. A cidade de Catalão (GO) apresenta, de forma geral, maior número de risco associado aos riscos tecnológicos ou infraestruturas ineficientes, sendo: duas áreas de risco à exposição a campos eletromagnéticos (CEM) pela linhas de transmissão aérea de energia elétrica (LT), uma área pela subestação de distribuição de energia, tal como, dezenoves pontos pelas antenas transmissoras do Sistema de Telefonia Celular – Estações Radiobases (ERB), treze pontos por risco de rompimento de barragem, vinte seis pontos de risco por atividade de postos de combustíveis, bem como, trecho de risco por transporte ferroviário e rodoviário. Já os riscos naturais apresentam duas áreas de risco geológicos exógenos e nove pontos por riscos hidrológicos e nove zonas de matas por risco de queimadas. Concluiu-se que a sociedade catalana está exposta aos efeitos adversos discutidos na teoria da modernização reflexiva. Também se destaca a necessidade da elaboração do Plano Municipal de Redução de Risco (PMRR).
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MENDES, Pedro Paulo Mesquita. Os riscos na modernidade reflexiva: análise dos riscos ambientais no perímetro urbano de Catalão (GO). 2016. 128 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2016.
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