O não humano em Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector: representações femininas na infância, vida adulta e velhice
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Universidade Federal de Catalão
Abstract
A presente pesquisa, de cunho bibliográfico e qualitativo, propõe-se a estudar a representação feminina de personagens dos contos de Felicidade Clandestina (1971), a partir da infância, vida adulta e velhice, tomando como principal referencial teórico a concepção de não humano proposta por Nascimento (2012). Como hipótese, acredita-se encontrar nas personagens dos contos Felicidade Clandestina (1971), uma transformação dada a partir de uma relação com o não humano que se constitui como ruptura no cotidiano, possibilitando um processo de autoconhecimento e emancipação vivenciado de forma singular. Além de Nascimento (2012), a pesquisa utilizará das construções teóricas de Freud (1931/2010) e Lacan (1972/2012), Zinani (2013) e Gilbert e Gubar (2017), George Bataille (1957/2017), entre outros.