Jaguncismo, coronelismo e poder público em Chapadão do Bugre
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Universidade Federal de Catalão
Abstract
O objetivo deste trabalho foi analisar o livro Chapadão do Bugre sob a perspectiva do espaço dentro da literatura, com bases nas teorias de Bachelard (1989), Lins (1976), Borges Filho (2007), e nas questões de espaço, território e na construção social e na formação cultural de figuras brasileiras históricas do jagunço e do coronel, baseada nas teorias de Candido (1972, 1977), Corpas (2006), Galvão (2018), ressaltando a importância do poder público nessa formatação social. O livro, corpus deste trabalho, retrata, dentro do universo da literatura, uma realidade vivida por décadas pela população brasileira afastada das capitais e dos grandes centros, onde havia pouca ou nenhuma atuação do poder público e muito poder por parte dos coronéis donos de terras. Estes, controlavam não apenas seus empregados, mas toda a população das proximidades de suas terras. O destino de se tornar jagunço acabava, muitas vezes, sendo o único caminho possível para aqueles que nasciam sem terras e sem família, como o protagonista José de Arimatéia, cuja trajetória dentro do romance por todo o Chapadão do Bugre, no lombo de sua mula Camurça, pautou toda a trajetória deste estudo