Território e mídia: cannabis na imprensa digital
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Universidade Federal de Goiás
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Esta pesquisa busca teorizar sobre a relação cannabis x homem, aprofundando nesse mundo de divergências de opiniões e fundamentações apresentadas em obras científicas e principalmente, nas notícias veiculadas nas mídias virtuais G1 Notícias e Carta Capital. O esforço teórico metodológico aqui empreendido concerne na aplicação da análise do discurso descrita por Foucault, junto com o desenvolvimento da discussão acerca de território, de autores como Raffestin e Haesbaert. A proposta é refletir sobre a formação da opinião pública em relação à Cannabis a partir das notícias veiculadas nas mídias virtuais supracitadas e, ainda, compreender os arranjos territoriais criados de
acordo com as necessidades de cada momento histórico. Por isso, adentramos na trajetória social da cannabis, realizando uma perspectiva histórica do uso, interesse e sua proibição no mundo, perpassamos pelos conceitos de território, mídia e discurso e partimos para a análise dos enunciados medicinais e criminais recorrentes nas mídias G1 Notícias e Carta Capital. Entendendo “mídia” por todo suporte de difusão da informação que constitui um meio intermediário de expressão capaz de transmitir mensagens e como o conjunto dos meios de comunicação social de massas, como o cinema, a imprensa, os satélites de comunicação, os meios eletrônicos e/os telemáticos e recordando alguns períodos da história, como exemplo a Ditadura Militar, tornou-se evidente o papel desempenhado pela mídia no que diz respeito ao controle social, a qual era/é mais que divulgadora de informações, sendo considerada formadora de opinião, visto que jornais e revistas são responsáveis pela produção e circulação de conteúdos informativos e têm como função não apenas a comunicação social, mas, também, disseminar posicionamentos de sujeitos e influenciar a construção dos sentidos, ao atuar como aparelho privado influenciado e controlado por instituições e classes dominantes. Em vista do estudo realizado, tornou-se possível inferir a importância de estudar a mídia no que se refere ao controle social para entender o meio interna e externamente como competências do geógrafo, já que este é um movimento dialético que inclui produção, circulação e consumo/decodificação das notícias e fatos. Por fim, pôde-se concluir que o Brasil não está preparado para a proibição, visto que o número de pessoas (jovens) encarceradas e mortas nesse processo são alarmantes, além de constatar que a guerra contra as drogas fracassou em todo o mundo, já que a ilegalidade permite o surgimento do monopólio do traficante e isso resulta em conflitos territoriais em que o crime organizado articula o controle do território, do fluxo da droga e, consequentemente, dos consumidores.
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SOUZA, R. N. Território e mídia: cannabis na imprensa digital. 2019. 118 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2019.
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