Extensão rural e valorização dos saberes/fazeres da comunidade Quilombola Kalunga de Monte Alegre de Goiás (GO)

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Universidade Federal de Goiás

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A pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Geografia pela Universidade Federal de Goiás – Regional Catalão possui como centralidade identificar e compreender como se desenvolve a política de assistência técnica e extensão rural (Ater) na Comunidade Quilombola Kalunga pelas empresas públicas e privadas. A metodologia utilizada baseia-se na pesquisa qualitativa, desenvolvida em três etapas: Pesquisa bibliográfica: incluiu o levantamento bibliográfico, baseado na identificação de livros, artigos científicos, dissertação, teses e jornais que tratam sobre o tema proposto; Pesquisa documental: consistiu na análise realizada em documentos referentes as práticas em extensão rural na Comunidades; Pesquisa de Campo: onde priorizamos procedimentos como a observação participante e registro das observações em diário de campo. Localizado na região Nordeste de Goiás, o município de Monte Alegre de Goiás é habitado pela Comunidade Quilombola Kalunga, descendentes de trabalhadores escravizados nas minas de ouro do Norte da Capitania de Goiás no século XVIII. Na região que inclui os municípios de Cavalcante, Monte Alegre de Goiás, Teresina de Goiás, Arraias e Paranã (os dois últimos localizados no Estado do Tocantins), está territorializada a Comunidade Quilombola Kalunga. Assim como ocorrem em outras áreas ocupadas pela população descendentes de quilombolas no Brasil, o Território Quilombola Kalunga sofre com a demora na desapropriação das áreas ocupadas por fazendeiros existentes no território demarcado. Isso decorre da morosidade do Estado brasileiro em consolidar as políticas de apoio e proteção às minorias conforme determinam os regulamentos existentes. As condições de acesso às políticas públicas na Comunidade é um exemplo prático do tratamento dispensado pelo estado às comunidades tradicionais. Dentre as políticas que caminham de forma inconsistente na Comunidade Kalunga está a assistência técnica e extensão rural, de responsabilidade do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e Governo Estadual. As ações de Ater quando realizadas ocorrem com metodologias inadequadas, que não respeitam os sabres/fazeres existentes na Comunidade. Nessa pesquisa procuramos evidenciar essas metodologias e discutir outras alternativas em extensão rural que possam agregar as práticas agroecológicas, culturais e que sejam territorializadas na Comunidade Quilombola Kalunga. Dessa maneira acreditamos que a Ater empregada com metodologia adequada possa reverberar no fortalecimento da (Re)Existência e da soberania alimentar na Comunidade.

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SANTOS, Valmir Crispim dos. Extensão rural e valorização dos saberes/fazeres da comunidade Quilombola Kalunga de Monte Alegre de Goiás (GO). 2015. 206 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2015.

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