Configurações da linguagem em Goiás: um estudo dos regionalismos lexicais sob o viés metalexicográfico
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Universidade Federal de Goiás
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A presente pesquisa teve como objetivo a realização de um estudo sobre a variação lexical diatópica
no estado de Goiás, em um recorte temporal de sessenta e cinco anos (1944-2009) contemplando
as seis últimas décadas do século XX e a primeira década do século XXI. No encalço dessa
proposição, dentre os sub-ramos da Linguística, selecionamos a Lexicografia, cuja finalidade mor
é fotografar, através de seu lavor, o léxico de uma comunidade. Escolhemos Goiás como locus a
ser investigado movidas pelo ensejo de contribuir para o estudo da norma linguística (COSERIU,
1980) de nossa região de origem. Desse modo, sob a perspectiva estrutural-funcional, tomamos
como objeto de pesquisa os produtos lexicográficos de tipo geral e parcial (HAENSCH, 1982)
assentes na concepção de que o dicionário, como instrumento referendário das unidades léxicas da
língua e de parte de suas normas de execução, permite o estudo da língua em nível lexical,
semântico e gramatical. Como ponto de partida para o recorte das unidades lexicais representativas
da linguagem em Goiás, escolhemos as 252 unidades lexicais registradas no Glosário Regional
(TEIXEIRA,1944), primeiro trabalho lexicográfico sobre o linguajar goiano. Posteriormente,
executamos o cotejo dessas unidades com os seguintes acervos: o Dicionário do Brasil Central
(ORTÊNCIO, 2009), o Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa (LIMA;
BARROSO,1943), o Novo Dicionário da Língua Portuguesa (FERREIRA, 1975) e o Dicionário
Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa (HOUAISS; VILLAR, 2009), verificando seu registro
e significados, bem como as marcações de uso que delimitam a ocorrência e os sentidos de uma
unidade do léxico. Os resultados alcançados evidenciam a evolução tanto do estudo da variação
linguística, no âmbito da Lexicografia, como dos parâmetros que cingem as diretrizes da
Metalexicografia moderna. Ademais, constatamos que a dificuldade de caracterização de uma
unidade lexical como de uso regional tem duas causas: a primeira, é a ausência de um conceito
capaz de determinar o que é um regionalismo, e a segunda, deve-se à vitalidade e à expansão do
léxico que, graças à movimentação espacial dos falantes, inviabilizam a cristalização de uma
unidade como de uso especificamente regional.
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REZENDE, R. M. Configurações da linguagem em Goiás: um estudo dos regionalismos lexicais sob o viés metalexicográfico. 2016. 207 f. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2016.
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