A formação de nomes comerciais nas cidades de Palmas (TO) e de Catalão (GO): questões de identidade linguística e cultural
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Universidade Federal de Goiás
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A temática discutida neste estudo vincula-se diretamente à questão da identidade da língua
portuguesa e consequentemente à identificação cultural, pois leva em consideração
características extralinguísticas que motivam o uso de nomes comerciais considerados criativos
e estilizados. O objetivo principal é de analisar a formação de nomes comerciais, observando
os neologismos de todo tipo, incluindo estrangeirismos e os empréstimos sob o ponto de vista
linguístico ligado ao aspecto cultural. Tendo em conta a importância do nome de um
estabelecimento no contexto comercial, lança-se nesse estudo com as hipóteses de que entender
como se dá o processo de criação/formação dos nomes comerciais, bem como a relevância
cultural e de identidade desses nomes para os moradores da cidade passa pela compreensão de
que o nome é um instrumento de definição da identidade e se processa, muitas vezes, por meio
de neologismos, empréstimos e estrangeirismos. Outrossim, no contexto comercial, nomear um
produto ou espaço com palavras de uma língua que se acredita que muitas pessoas conheçam,
e que transmita a ideia de prestígio é uma forma de falar e negociar de modo eficiente,
propiciando investimentos em publicidade criativa, principalmente noutros idiomas que
transmitem a ideia de mundo globalizado. Para essa análise, primeiramente, coletou-se nomes
de dez lojas de roupas e nove salões de beleza em Palmas, capital do Estado do Tocantins e em
Catalão, cidade do interior de Goiás, com a intenção de comparar as formações dos nomes e
explicar, após as entrevistas com os donos de estabelecimentos comerciais, que foi outra
importante etapa de coleta para análise, a formação e as possíveis motivações de uso desses
nomes por parte dos comerciantes, além de demonstrar o tipo de estrutura morfossintática
desses nomes e sua ortografia. Os estudos estão embasados em autores que discutem as
mudanças constatadas no léxico da língua portuguesa como Alves (1990), Bechara (1996),
Carvalho (2009), Correia e Barcellos Almeida (2012), Bizzocchi (2013), e por aqueles que
tratam de identidade como Bauman (2005) e Hall (2005), além de Cabral e Viegas (2007) com
seus ensaios sobre a importância do nome. Conclui-se que as escolhas evidenciam a
preocupação com a formação de um nome comercial visando atrair a atenção do público e, na
busca de diferenciar seu negócio, recorrem a nomes com escrita estilizada, na tentativa de trazer
algum elemento incomum para a escrita. Há, também o uso de recursos que quebram a
normalidade da ortografia oficial, muitas vezes imitando a escrita da língua inglesa na
nomeação de seus estabelecimentos, quer sejam produtos ou serviços que oferecem, e, ao fazer
tais escolhas estão revelando aspectos que motivam o sujeito contemporâneo, ou seja, a
necessidade de responder a uma conexão mundial que evidencia, ao mesmo tempo, algo
bastante peculiar ao nosso povo, a facilidade de hibridez frente ao novo e ao diferente.
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ALVES, M. J. A formação de nomes comerciais nas cidades de Palmas (TO) e de Catalão (GO): questões de identidade linguística e cultural. 2017. 134 f. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2017.
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