Um olhar discursivo sobre a fluência em língua inglesa

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Universidade Federal de Goiás

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Esta dissertação teve como objetivo inicial verificar como professores e alunos de institutos de línguas enunciam sobre o termo fluência relacionado ao processo de ensino e aprendizagem de língua inglesa como língua estrangeira (LE). Propomos, para tanto, uma interface entre a Linguística Aplicada (LA), a Análise Dialógica do Discurso (ADD) e a Análise do Discurso de linha francesa (ADF) para fundamentar teoricamente nossa pesquisa. No campo da LA, discutimos os conceitos de língua estrangeira, fluência, as metodologias e abordagens de ensino tradicionalmente utilizadas. No âmbito da ADD, propomos verificar, principalmente, as relações dialógicas que se estabelecem nos enunciados coletados em nossa pesquisa, por entendermos que cada enunciado é um elo na cadeia maior de enunciados, na qual se estabelecem relações de diálogo, conforme Mikhail Bakhtin e os estudiosos do Círculo de Bakhtin. No campo da ADF, pensamos a noção de discurso, sujeito, efeitos de sentido e formações imaginárias, tendo por base os estudos de Michel Pêcheux e também Michel Foucault ao pensar as noções de saber e poder. Nosso percurso para essa pesquisa passou pelo campo de investigação teórica, a partir de autores que compõem a interface aqui proposta, utilização da proposta AREDA (Análise de Ressonâncias Discursivas em Depoimentos Abertos, de Serrani-Infante, 1998) para coleta de dados, transcrição dos depoimentos coletados e análise do corpus. Vale pontuar que os participantes da pesquisa são professores e alunos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem de língua inglesa, vinculados a institutos de línguas com foco na abordagem comunicativa. Tal recorte nos permitiu verificar, por meio do corpus coletado, os lugares discursivos nos quais os sujeitos se inscrevem ao enunciarem sobre fluência, a citar: inscrição na ilusão de completude, inscrição no saber-poder, inscrição no saber-fazer. Dessa forma, propomos a análise da inscrição na gramática, no vocabulário, na possibilidade de domínio de uma LE, na figura do falante nativo, no status acadêmico e/ou profissional almejado pelo conhecimento da LE, entre outros. Foi possível, a partir desse estudo, verificar que a fluência na língua inglesa, enquanto objeto de desejo dos sujeitos professores e alunos, é relacionada exclusivamente à habilidade da fala. Assim, existe um discurso, legitimado pelos institutos de línguas, segundo o qual saber a LE é falar tal LE. A partir desses discursos, outros são produzidos acerca do que seria ensinar, aprender e saber a língua inglesa, e sentidos outros emergem sobre a fluência.

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VIEIRA, Evelyn Cristine. Um olhar discursivo sobre a fluência em língua inglesa. 2013. 145 f. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Universidade Federal de Goiás, Ctalão, 2013.

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