Espacialização do trabalho ambulante de Lagoa da Prata (MG): velhas práticas, novos arranjos
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Universidade Federal de Goiás
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O mundo vivencia o mais novo modelo produtivo capitalista, a propalada reestruturação produtiva do
capital, iniciada no Brasil na década de 1990. Um modelo caracterizado pela flexibilidade no processo
produtivo e aquisição de força de trabalho. Nesse contexto, ocorre a terceirização, considerada por
muitos pesquisadores, o carro chefe da precarização do trabalho e que está presente em empresas
públicas e privadas. Somados aos processos de terceirização, tem-se os contratos de trabalho part time,
serviços temporários, subcontratações, além da ampliação do desemprego e a desregulamentação da
classe trabalhadora. Nesta conjuntura, direitos e garantias conquistadas pelo trabalhador por meio de
lutas históricas estão sendo perdidos. Assim, uma vez que muitos trabalhadores têm buscado meios de
sobrevivência, amplia-se a informalidade, na qual encontram-se marginalizados e despossuídos de
quaisquer direitos trabalhistas. Na perspectiva da compreensão da informalidade, esta pesquisa teve por
objetivo entender a dinâmica do trabalho informal realizado pelos vendedores ambulantes de Lagoa da
Prata (MG) e, em seguida, verificar em que medida a precarização está presente nessa atividade. Os
procedimentos metodológicos utilizados foram: pesquisas bibliográficas e leituras de teses e
dissertações; pesquisas de campo pautadas em observações, registros em diário de campo, aplicação de
questionários e entrevistas semiestruturadas direcionadas aos vendedores ambulantes e antigos
moradores de Lagoa da Prata (MG). O aprofundamento teórico deu-se com amparo em Marx (1983),
Alves (2005; 2007), Thomaz Júnior (2009), Antunes (1992; 1997; 1999; 2002), Milton Santos (1979;
1985; 1996), dentre outros. Os resultados dos dados e entrevistas coletadas em trabalho de campo foram
expostos na segunda e terceira seção da presente pesquisa. No terceiro capítulo fica evidenciado que o
trabalho informal realizado pelos vendedores de Lagoa da Prata (MG) é permeado pela precarização nas
relações de trabalho e a informalidade comparece como opção de emprego para muitos trabalhadores,
tendo sua funcionalidade prioritariamente para a reprodução do capital. Entre outros aspectos, a
pesquisa apontou que a produção realizada nas fábricas de Lagoa da Prata e destinada ao abastecimento
do comércio informal é impulsionada pelo trabalho feito por vendedores ambulantes e colocadores de
rifas. Com as análises tecidas nesta pesquisa espera-se contribuir para o entendimento das alterações
apresentadas no mundo do trabalho, principalmente, para aqueles que compõem o mercado de trabalho
informal.
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Citation
MORAIS, Valéria Aparecida de Castro. Espacialização do trabalho ambulante de Lagoa da Prata (MG): velhas práticas, novos arranjos. 2014. 135 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2014.
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