Prospecção química e avaliação leishmanicida das flores de Pterodon pubescens
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Universidade Federal de Goiás
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A espécie Pterodon pubescens (Fabaceae) é uma planta conhecida como “sucupira-branca” e suas folhas e frutos são utilizados na medicina popular para o tratamento de doenças respiratórias. Em trabalhos anteriores, as investigações químicas das folhas desta espécie permitiram a identificação de sesquiterpenos, flavonoides, esteroides e diterpenos e também revelou potencial atividade leishmanicida. A leishmaniose é uma doença infecciosa que acomete milhões de pessoas no mundo e os fármacos que são utilizados no tratamento apresentam diversos efeitos colaterais, alta toxicidade e resistência parasitária. Tendo em vista que não há estudos das flores P. pubescens e a importância de se identificar novos agentes leishmanicidas, este trabalho visou contribuir com o conhecimento químico e biológico desta espécie. O perfil químico das flores de P. pubescens foi determinado utilizando técnicas analíticas hifenadas de CLUE-ESI-QqTOF-EM/EM e CG-EM, e espectroscopia de RMN de 1H, confirmando a presença de metabólitos secundários das classes dos flavonoides e terpenos. O estudo da fração acetato de etila levou ao isolamento do composto fenólico galato de etila (I), o qual foi originado a partir da acetilação do ácido gálico. A partir do extrato etanólico e das frações acetato de etila (EPpEA), hexânica (EPpEH) e hidroalcóolica (EPpEHi) das flores de P. pubescens foi possível identificar por CLUE-ESI-QqTOF-EM/EM seis flavonoides, um sesquiterpeno e um diterpeno e por CG-EM foi possível identificar treze sequiterpenos. Particularmente, foram feitas triagens in vitro no parasito e em arginase de Leishmania amazonensis (ARG), enzima envolvida no ciclo de vida do parasito utilizando o extrato etanólico e as frações EPpEA, EPpEH e EPpEHi. A avaliação do extrato etanólico e frações frente a enzima ARG de L. amazonensis apresentou taxa de inibição entre 67% e 82%. Nas frações ativas EPpEA e EPpEHi foram identificados vários flavonoides (ácido gálico, quercetina-O-dihexosídeo, quercetina-O-hexosídeo, flavan-3-ol, quercetina, luteolina e kaempferol) que podem estar relacionados às atividades inibitórias encontradas, pois são descritos na literatura como inibidores de ARG. Na avaliação frente ao protozoário de Leishmania infantum os extratos e frações não inibiram o parasito de forma representativa. Os resultados obtidos são relevantes para o conhecimento da espécie estudada, a qual não havia até o momento, dentro do nosso conhecimento, nenhum estudo das flores de sucupira branca.
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RIBEIRO, A. M. Prospecção química e avaliação leishmanicida das flores de Pterodon pubescens. 2020. 106 f. Dissertação (Mestrado em Química) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2020.
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