A cultura feita por mulheres e as políticas públicas feitas para a cultura: perspectivas femininas no cenário cultural brasileiro

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Universidade Federal de Catalão

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Essa tese investigou e analisou políticas e mecanismos de fomento à cultura, propostas pelo governo federal a partir de 2003, pela ótica e vivência de 25 mulheres que se consideram fazedoras de cultura, moradoras das cidades de Araguari, Uberlândia e Uberaba, na região do Triângulo Mineiro-MG. Na perspectiva qualitativa, a metodologia para esse estudo deu-se à luz da pesquisa-ação, buscando responder às seguintes questões: como essas mulheres interagem, entre convergências e atritos com as políticas públicas para o setor cultural? Como a presença feminina se vê, presente ou ausente, e se põe frente às políticas públicas para a cultura? O que alimenta, sustenta, fragiliza, desafia e faz girar a cadeia produtiva da cultura a partir da ótica feminina? Os referenciais teóricos se fundamentam, majoritariamente, no legado cultural de mulheres como: Lélia Gonzalez (2020), Sueli Carneiro (2023), Lia Calabre (2019), entre outras. No trabalho de campo constatou-se que a vivência cultural expõe outras questões como: acesso à educação, combate ao racismo estrutural, precarização e desvalorização do profissional da cultura entre outros. Os resultados obtidos reforçaram a necessidade de mais alinhamento entre as dimensões simbólica, cidadã e econômica, consolidando políticas culturais de Estado que efetivem o direito à cultura para todas as pessoas. Ao propor uma escuta atenta e afetiva, o corpus se desenhou pela compreensão de como se dão as interações socioculturais e o exercício dialógico, ou não, entre a cultura feita por mulheres e as políticas públicas feitas para a cultura.

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