O indígena real ou imaginário: um breve debate sobre a invisibilidade cultural indígena nos livros didáticos

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Universidade Federal de Catalão

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O intuito deste trabalho é analisar sobre as representações e interpretações dos povos indígenas nos livros didáticos de História que são utilizadas pelos docentes que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental I nas Escolas Públicas da Cidade de Caldas Novas – GO, tendo como base à aplicação da Lei 11.645/ 2008 que impeli as escolas incluir tais conteúdos no currículo escolar, procurando questionar o processo de ensino e aprendizagem do alunado a respeito da história e cultura indígena, fundado no uso dos livros didáticos. Argumenta também, que tipo de representação se tem construído sobre os povos indígenas, uma vez que, foi possível perceber, através da própria experiência em sala de aula, que há uma abordagem superficial sobre o tema, tanto nos livros didáticos, como também na própria organização dos professores ao abordarem o assunto. A dissertação objetivou demonstrar e analisar como essas representações estão sendo construídas nos livros didáticos, após a Lei no 11.645/08. Pelo viés da História Cultural, a pesquisa fundamenta-se nos estudos de Roger Chartier (1990-2002). Essa dissertação utilizou-se da metodologia de Pesquisa Bibliográfica para o empreendimento das análises, na qual optamos por analisar o livro ―Projeto Buriti‖. Obra instituída pela Editora Moderna, tendo como editora responsável Lucimara Regina de Souza Vasconcelos e publicado em 2017 e o livro ―História‖, Conectados do 3o ano do ensino fundamental I, anos iniciais, obra instituída pela Editora FTD, e publicado em 2018, tendo como autor Alfredo Boulos Júnior. Durante o estudo, foi evidenciado o Ensino Fundamental I focando no 3o, pois acredito que seja um dos pilares necessários para o aprimoramento do ensino aprendizagem dos anos seguintes, pois é justamente nessa etapa, que o alunado desenvolve habilidades e competências que serão aprimoradas ao longo da vida escolar, pois nos conteúdos trabalhados, a criança aprende o domínio da língua falada e escrita, os princípios matemáticos, a noção de espaço e tempo, os princípios científicos, os diversos grupos sociais existentes, além de conviver com a arte, cultura, estética sendo considerado o ano de completa alfabetização. A categoria de análise foi de investigação de que forma o universo indígena está sendo exposto e se houve avanços no quesito superação na abordagem da história indígena, sempre entrelaçando o debate com pesquisadores e escritores que tenham como alvo a cultura indígena no livro didático, visto que o livro didático pode ser concebido como uma fonte para pesquisa, enquanto produção humana pode ser visto e analisada como possibilidade de acesso às representações que dada sociedade constrói de si e do mundo, buscando sempre suporte no campo teórico da História Cultural.

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