Estudo morfo-lexical de provérbios em língua Tewe e suas estratégias de (não) correspondência no Português usado no Brasil
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Universidade Federal de Goiás
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A presente pesquisa, intitulada “Estudo morfo-lexical de provérbios em língua Tewe e suas
estratégias de (não) correspondência no português usado no Brasil”, centra-se no estudo da
interface entre dois campos da Linguística Teórica e Descritiva (morfologia lexical e semântica) e
objetiva fazer um estudo da interface entre a morfologia lexical da língua tewe (língua bantu
falada majoritariamente em Moçambique, província de Manica, com o código S.13b, na
classificação de Guthrie, 1967-71) com a língua portuguesa falada no Brasil. Além de descrever a
estrutura morfológica de provérbios destas línguas, com base no processamento semânticocultural
(sentido e ensinamento), identificamos e analisamos as estratégias de correspondência
(ou não correspondência) dos provérbios das duas línguas para, num futuro em médio prazo,
coletar mais dados a fim de elaborar um dicionário bilíngue de parêmias (provérbios),
contribuindo, deste modo, não só com o estudo das línguas de Moçambique, mas também na
educação bilíngue daquele país. A revisão bilbiográfica, a coleta de dados (gravação digital de
material oral) com falantes nativos da língua tewe e a coleta de dados bibliográficos dos
provérbios no português constituem os métodos desta pesquisa. Foram no total nove (9)
gravações de conversas com igual número de sujeitos participantes da pesquisa, falantes nativos
da língua tewe, que nos forneceram cento e quarenta e nove (149) expressões que constituíram o
corpus deste trabalho, dos quais selecionamos cinquenta e nove (59) provérbios para comporem
os nossos dados, os quais foram confrontados com provérbios do Português usado no Brasil,
selecionados da obra “Provérbios em Goiás” de Mota (1974). Ratificando nossas hipóteses,
verificamos que os critérios usados para descrição da estrutura morfológica de provérbios das
duas línguas precisaram ser completamente diferentes, pois apresentaram estruturas morfológicas
distintas, porque o tewe é uma língua aglutinante e o português, flexional. Considerando que o
provérbio é uma fraseoparemiologia que tende a ser repositório de saberes a ser transmitidos,
com caráter de uma lição, e buscando a relação entre as línguas e as culturas por elas veiculadas,
identificamos três (3) níveis de correspondência lexicultural: sete (7) provérbios correspondentes
parcialmente, trinta e quatro (34) com correspondência conceptual e dezoito (18) sem
correspondentes ou correspondência zero.
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Citation
QUIRAQUE, Z. A. S. Estudo morfo-lexical de provérbios em língua Tewe e suas estratégias de (não) correspondência no Português usado no Brasil. 2017. 214 f. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2017.
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