Avaliação da suscetibilidade natural e do potencial à erosão laminar na Bacia Hidrográfica do Ribeirão do Boqueirão, município de Davinópolis (GO)

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Universidade Federal de Goiás

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As sociedades humanas ao longo do tempo desenvolveram e aumentaram a sua capacidade de reorganizar espacialmente os elementos do meio que as envolve. Dessa forma, a intervenção antrópica se tornou um dos agentes dinamizadores da paisagem, juntamente com os processos físicos e biológicos. Isso implica dizer que as atividades humanas influem e aceleram os processos de erosão. Especificamente, a erosão laminar é uma forma de manifestação da erosão hídrica que ocorre de forma silenciosa ao depauperar a fertilidade do solo, de forma gradativa, ao longo do tempo. Por esse motivo Bertoni e Lombardi Neto (2014) enfatizam que esse tipo de erosão é uma das formas mais perigosas, especialmente, nos países de clima tropical. A partir disso se propôs realizar o diagnóstico da suscetibilidade natural e do potencial à erosão laminar na bacia hidrográfica do Ribeirão do Boqueirão, no município de Davinópolis (GO), com a finalidade de constatar como o atual uso da terra/cobertura vegetal influi para aumentar, amenizar ou neutralizar a suscetibilidade natural à erosão laminar nessa bacia hidrográfica. A metodologia se baseou, de forma predominante, na adaptação da proposta de Salomão (1999), que determinou uma matriz de correlação entre a declividade das encostas e a erodibilidade dos solos para a geração de documento cartográfico que indica a suscetibilidade natural à erosão laminar, que por sua vez, ao ser sobreposto ao mapa de uso da terra/cobertura vegetal, resulta no mapa de potencial atual à erosão laminar. Na bacia hidrográfica do Ribeirão do Boqueirão, que apresenta, de forma geral, relevo dissecado, observou-se elevado percentual de áreas com alto grau de suscetibilidade natural à erosão laminar, o que impõe restrições às atividades agrícolas. As áreas com menor suscetibilidade natural à erosão laminar se encontram próximas ao curso hídrico principal, na parte central dessa Bacia Hidrográfica. Quanto ao uso da terra/cobertura vegetal, não se verificou, de forma geral, adoção de medidas conservacionistas e/ou harmonização das atividades antrópicas às limitações naturais à erosão laminar. Assim, a classe I, de alto potencial à erosão laminar, foi mapeada em 37,72% da área da bacia hidrográfica e de forma geral aponta para regiões onde o uso da terra é incompatível às limitações naturais. Enquanto isso, a classe II (médio potencial) apareceu em 45,33% da área da bacia hidrográfica, e nesse caso ainda há incompatibilidade entre o uso da terra e a suscetibilidade natural, passível de ser resolvida com a utilização de práticas conservacionistas. O restante da bacia hidrográfica, 16,95%, se encontra a classe III (baixo potencial). Esses dados expostos revelam a necessidade de um planejamento que busque conservar o solo dessa bacia hidrográfica, que inclusive é uma das maiores bacias, integralmente localizadas no município de Davinópolis (GO). Destaca-se, ainda, que as famílias de agricultores, ao explorar as terras dessa bacia hidrográfica, garantem sua reprodução socioeconômica, além de contribuírem para a dinâmica econômica do município de Davinópolis, que tem na produção agropecuária um importante pilar de sustentação.

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RODRIGUES, D. E. Avaliação da suscetibilidade natural e do potencial à erosão laminar na Bacia Hidrográfica do Ribeirão do Boqueirão, município de Davinópolis (GO). 2016. 110 f. Dissertação ( Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2016.

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