O mapeamento das áreas verdes urbanas de Uberlândia (MG): análise da concentração de investimentos públicos
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Universidade Federal de Goiás
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Resumo: O constante processo de crescimentos das cidades acontece, muitas vezes, de forma desordenada. Junto a este processo, a “globalização”, vivida nas últimas décadas, contribui de forma significativa para o (re)ordenamento territorial municipal. Em meio a isto, a cidade de Uberlândia (MG) experimenta um crescimento e reordenamento urbano, resultando em um aumento na demanda de infraestruturas públicas, como malhas viárias mais rápidas, ampliação e melhoramento do transporte coletivo, criação de novas escolas e hospitais, construção de novas praças e parques, dentre diversas outras estruturas necessárias para se atender a população, ampliando, desta maneira, as condições de “bem estar” e qualidade de vida. Assim, através de observações cotidianas onde chamou a atenção a existência de grandes discrepâncias no que diz respeito a essas infraestruturas urbanas ao longo do território uberlandense, com destaque para as áreas verdes urbanas – parques e praças - o presente trabalho teve como objetivo mapear e analisar as áreas verdes do perímetro urbano de Uberlândia (MG), buscando, assim, o entendimento da distribuição/concentração destas parcelas territoriais importantes para a manutenção qualidade de vida urbana, bem como a avaliação das diferentes escalas de investimento/tratamento do poder público em áreas verdes de determinadas localidades quando comparadas a outras. Para atingir ao objetivo geral, a metodologia utilizada constituiu-se em pesquisa bibliográfica, onde tratou-se dos assuntos relacionados a áreas verdes, planejamento urbano e geoprocessamento, bem como processamento digital de dados e trabalhos de campo, resultantes na análise das áreas verdes urbanas para, então, chegar-se a análise final da distribuição das áreas verdes urbanas e da concentração de investimentos públicos. Como resultado, foram gerados mapas em relação ao município de Uberlândia sobre a distribuição da população, concentração da vegetação arbórea, a distribuição das possíveis áreas verdes, ponto de parada de campo, índices de vegetação por bairro, índice de vegetação por habitantes, áreas de influências das áreas verdes e área de influência das áreas verdes urbanas junto a distribuição da população. A partir dos mapas e das análises foi possível então diagnosticar que considerando praças e parques, 11 dos 74 bairros integrados em Uberlândia não possuem sequer uma área verde e ao calcular o Percentual de Área Verdes (PAV) por bairro, em 35 bairros dos existentes o percentual é menor que 1% e em apenas 2 ele ultrapassa 10%. Calculando também o Índice de Áreas Verdes por Habitantes (IAVHab) levando em consideração o total de habitantes e o total de áreas verdes do perímetro urbano o índice é de 7,41 m²/habitantes e, ainda calculado o IAVHab por bairro foi constatado que dos 74 bairros, 14 obtiveram resultados nulos, 51 resultados entre 0,01 a 10,85 m²/hab. e apenas 9 bairros obtiveram resultados acima do percentual considerado pelas Organização das Nações Unidas (ONU), a qual considera que haja 12 m² de área verde por habitante. Foi realizado também a análise individual de quinze áreas verdes selecionadas onde constatou-se que apenas 2 delas poderiam realmente ser consideradas como áreas verdes levando em consideração a revisão teórica utilizada. Por fim, avaliou-se a concentração de investimentos públicos destinados a esse bem tão importante para a qualidade de vida da população.
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SILVA, L. C. O mapeamento das áreas verdes urbanas de Uberlândia (MG): análise da concentração de investimentos públicos. 2018. 124 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2018.
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