Avaliação da fibra da bucha vegetal (Luffa cylindrica) e das folhas de taboa (Typha angustifolia L.) como materiais adsorventes para a remoção do agrotóxico tebuconazol de água contaminada
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Universidade Federal de Goiás
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Os agrotóxicos são produtos industrializados constituídos de uma ampla junção de produtos químicos
utilizados para combater a resistência de pragas em plantações. O alto consumo e o descarte inapropriado
desses produtos podem gerar grandes impactos ambientais. Processos de adsorção empregando materiais
alternativos têm sido avaliados para removê-los do ambiente, em especial das fontes de água de consumo
humano. Neste trabalho foi avaliada a capacidade de adsorção da fibra da bucha vegetal (Luffa cylindrica) e
da folha de taboa (Typha angustifolia L.), para a remoção do agrotóxico tebuconazol de meio aquoso. A
metodologia analítica utilizada para quantificar o agrotóxico na solução antes e após a remoção foi a
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência com detector UV-vis (HPLC-UV). Os valores de LD e LQ do
método cromatográfico utilizado foram 0,01 mg L-1 e 0,10 mg L-1, respectivamente. Os adosrventes foram
caracterizados pela técnica de FTIR, sendo observado em ambos os materiais a presença de grupos
funcionais característicos de compostos lignocelulósicos. As micrografias (MEV) indicaram a
heterogeneidade e irregularidade da superfície dos dois materiais. O pH no ponto de carga zero (pHPCZ) foi
6,15 para a fibra da bucha vegetal e 6,62 para a folha de taboa. A capacidade de remoção do agrotóxico
tebuconazol do meio aquoso pelos materiais foi avaliada em função da dose do adsorvente, tempo de
contato e concentração do agrotóxico. As doses dos adsorventes de 20 e 10 g L-1 , foram empregadas nos
ensaios de adsorção com a bucha vegetal e com a taboa, respectivamente. O estudo cinético que mostrou o
equilíbrio de adsorção foi obtido após 40 minutos de contato e os dados experimentais foram melhor
ajustados pelo modelo de Avrami, para ambos materiais. Em relação ao estudo da concentração do
tebuconazol, foi observado que a remoção é pouco influenciada pelo aumento na concentração do
tebuconazol no meio, mantendo-se relativamente constante nas faixas de concentrações avaliadas, para
ambos os materiais. Os dados experimentais foram bem ajustados por todos os modelos de isotermas
avaliados (Langmuir, Freundlich e Sips), com R 2>0,99. A capacidade máxima de adsorção (Qmax) do
tebuconazol foi de 8,5651 mg g-1 para a fibra da bucha vegetal e de 13,6419 mg g-1 para a folha de taboa. A
utilização dos adsorventes para remoção do agrotóxico em amostras de águas naturais apresentou resultados
muito similares aos observados quando se utilizou água deionizada, mostrando que a eficiência de remoção
destes materiais não é afetada pelo tipo de matriz aquosa. O processo alternativo de adsorção em coluna
apresentou resultados de remoção satisfatórios (~51% de remoção para a fibra da bucha vegetal e ~75% de
remoção com as folhas de taboa) e em um tempo de ensaio (3-4 min) significativamente menor em relação
ao processo em batelada (40 min). Dessa forma, conclui-se que os materiais adsorventes obtidos a partir das
fibras da bucha vegetal (Luffa cylindrica) e das folhas de taboa (Typha angustifolia L.), podem ser
empregados para a remoção do agrotóxico tebuconazol de meio aquoso.
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Citation
SILVA, Thiago Felipe. Avaliação da fibra da bucha vegetal (Luffa cylindrica) e das folhas de taboa (Typha angustifolia L.) como materiais adsorventes para a remoção do agrotóxico tebuconazol de água contaminada. 2019. 104 f. Dissertação (Mestrado em Química) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2019.
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