Avaliação da fibra de coco (mesocarpo do fruto de Cocos nucifera L.) como adsorvente para remoção do agrotóxico parationa metílica de meio aquoso
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Universidade Federal de Goiás
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Neste trabalho foi estudada a utilização da fibra de coco (mesocarpo do fruto de Cocos
nucifera L.) como adsorvente para a remoção do agrotóxico parationa metílica de meio
aquoso. A metodologia analítica empregada para quantificar o agrotóxico nos estudos de
adsorção foi baseada nas técnicas de extração em fase sólida (SPE) e cromatografia gasosa
com detecção por captura de elétrons (GC/ECD). O método foi validado e apresentou boa
performance analítica em termos de seletividade, linearidade, exatidão (recuperação: 100,4%),
precisão (coeficiente de variação: 9,63%), limites de detecção (0,003 mg L-1
) e quantificação
(0,010 mg L-1
). Foi avaliado o efeito de matriz na quantificação do agrotóxico, e os resultados
mostraram que ocorreu aumento na resposta cromatográfica para a parationa metílica em
todas as concentração avaliadas devido à interferência de compostos endógenos da fibra de
coco, presentes na solução após os ensaios de adsorção, desse modo, a quantificação foi
realizada utilizando padrões analíticos preparados em extrato branco da matriz para
compensar os efeitos de aumento na resposta cromatográfica induzido pela matriz e assim
obter resultados quantitativos mais exatos. A caracterização do adsorvente (FTIR, MEV, área
superficial e pHpcz) mostrou que a superfície da fibra de coco é constituída de partículas
bastante irregulares e com muitas cavidades (diâmetro do poro: 3,48 nm), apresentando área
superficial externa de 3,64 m2 g
-1
. Foi observada a presença dos grupos funcionais:
carboxilato, hidroxila, carboxila, entre outros. O pH no ponto de carga zero (pHpcz) para o
adsorvente foi 5,85. A capacidade de adsorção da fibra de coco foi avaliada sob diferentes
parâmetros: tratamento do adsorvente, dose de adsorvente, tempo de contato e concentração
do agrotóxico. O tratamento do adsorvente com água, HCl ou NaOH não afetou a capacidade
de adsorção, obtendo-se cerca de 75,6% de remoção, independentemente do tratamento. O
aumento na dose de adsorvente de 5 para 20 g L-1
fez com que a capacidade de adsorção
aumentasse de 25,0% para 76,6%. O equilíbrio do processo de adsorção foi alcançado após 90
minutos de contato, com 86,1% de remoção. O estudo cinético do processo mostrou que o
modelo cinético de Avrami foi o que melhor ajustou aos dados experimentais. A capacidade
de adsorção melhorou em função do aumento na concentração da parationa metílica no meio
aquoso. Os dados experimentais foram ajustados às isotermas de Langmuir, Freundlich e
Sips, sendo que os melhores ajustes foram observados para os modelos de Freundlich e Sips.
A capacidade máxima de adsorção (Qmáx) foi 39,8547 mg g-1
. Ensaios adicionais mostraram
que a capacidade de adsorção da fibra de coco foi pouco afetada quando foi utilizada amostra
real (água natural) nos ensaios de adsorção (82,24% de remoção) e apresentou excelente
capacidade de adsorção quando empregado em procedimento alternativo de adsorção em
coluna (85,73% de remoção). Os resultados obtidos indicam que a fibra de coco pode ser
utilizada como material adsorvente no tratamento de meio aquoso contaminado com o
agrotóxico parationa metílica.
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Citation
CARDOSO, J. M. Avaliação da fibra de coco (mesocarpo do fruto de Cocos nucifera L.) como adsorvente para remoção do agrotóxico parationa metílica de meio aquoso. 2017. 83 f. Dissertação (Mestrado em Química) - Universidade Federal de Goiás, Catalão, 2017.
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